Marco Scarassatti

(1971)

Artista sonoro e compositor, realiza pesquisas em educação musical, pesquisa e constrói esculturas, instalações e emblemas sonoros. É professor da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Participou e/ou compôs peças musicais que foram apresentadas nos seguintes festivais: ISIM Conferência (EUA, 2007), 3ª Bienal PATAGONICA (2007), Encontro de Arte Sonoro Tsonami (Chile, 2007), Buenos Aires 2009 e 2011, Festival Zeppelin 2008 (Espanha ), Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia, MIA (Portugal 2013 e 2014). Criou e participou o grupo Stracs Harampálaga, dedicado à intervenções sonoras em espaços públicos; grupo OlhoCaligari, composto de uma fusão entre poesia e música experimental; e Grupo Sonax, com quem ainda atualmente realiza projetos. Com este grupo lançou o álbum Sonax (2008), que foi lançado em CD pelo selo europeu Creative Sources Recordings. Com um Mestrado em Multimeios e doutorado em Educação, publicou artigos nas áreas de composição, trilha sonora, Educação Musical e Curadoria de Música Contemporânea. Foi idealizador e curador da exposição Paisagens Sonoras Plásticas (2005); do Primeiro Encontro de Música Improvisada, realizado na Unicamp em dezembro de 2007, e criador do Encontro de Costas, que reuniu músicos experimentais portugueses e brasileiros. Compôs ainda Novelo Elétrico, lançado em CD (Clew Eléctrica, Creative Sources Recordings, 2014), Rios Enclausurados (Rivers Cloistered, Seminal Records, 2015) e RUMOR, projeto coletivo com Gloria Damijan, Eduardo Chagas e Abdul Moimême (Creative Sources gravação, 2015) e autor do livro Walter Smetak, o alquimista de sons, publicado pela Perspectiva / SESC (2008).

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Eu sou formado em composição musical e, no conjunto, a minha busca está na construção poético-política de espaços sonoros, sejam eles miniaturizados, ambientais, territoriais, performativos ou simulados. De alguma forma sempre me interessou na Música aquilo que não era música, aquilo que estava do outro lado da borda e que me obrigava a atravessar. A relação com o espaço físico, com a forma plástica, com o conceito; me interessa os sons indesejados na produção dos sons desejados, o instante de tempo que antecipa a música, que firma o acordo de separação entre o ordinário e o extraordinário. O som como gerador da forma e a forma como geradora do som.

Penso que o artista quando algo cria, cria não só esse algo, como também  inventa um modo de fazê-lo. Inventar um modo de fazer é inventar um modo de estar e atuar no mundo. Portanto as práticas artísticas são formas de política, modos de organizar as ações, as percepções, o sensível, num processo contínuo de troca, de partilha e de confronto.

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https://www.youtube.com/watchv=ZtRQ18FvjvY

https://myspace.com/marcoscarassatti/video/terra-do-sil-ncio/18130707

https://vimeo.com/85915363https://www.youtube.com/watch?v=QqxaGm2-lOw