Marcelo Armani

(Carlos Barbosa/RS, 1978)

Marcelo Armani é artista sonoro, produtor eletroacústico e músico improvisador representado pela gravadora espanhola Luscinia Discos. Passou parte da infância no meio rural e, na segunda metade da década de 80, se muda para Canoas/RS, alterando períodos entre a escola e a indústria metalúrgica. Em 1998, como baterista, integra grupos inclinados ao movimento punk e post-rock. Em 2007, inicia pesquisas com ruído, passando pela música concreta, eletroacústica e improvisação. Cusrou as faculdades de licenciatura em Música pelo IPA Metodista e Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, porém abandona ambas as faculdades para dedicar-se aos projetos artísticos em 2011. Nesse mesmo ano realiza os primeiros projetos no campo da arte sonora e artes visuais, permeando conceitos e poéticas do ready made, land art, situacionismo e da arte conceitual. Desde então, Armani transita por diferentes suportes, produzindo construções plásticas e narrativas sonoras amplificadas em dispositivos hibridizados, expondo o propondo universos provocativos. Ativadores de questões geográficas, antropológicas, ordens de consumo, ocultismos, imersões aos fantasmas sociais, atritos, memórias e recortes de natureza efêmera. Participa, ativamente, em programas de residência artística e mostras individuais e coletivas em importantes Museus, Centros Culturais, Galerias, e espaços Urbanos tanto no Brasil como no exterior. Atualmente, também produz e articula o projeto de improvisação eletroacústica, Elefante Branco. Marcelo ainda vive e trabalha na cidade de Canoas.

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Marcelo Armani é artista sonoro, produtor eletroacústico e músico improvisador. Seus projetos retratam questões políticas, sociais, religiosas, geográficas e culturais, vinculadas as relações do homem com o tempo e o espaço em narrativas que lidam com a construção de mapeamentos sonoros efêmeros presente na rede do convívio humano, em suas condições ambientais e arquitetônicas. O artista transita por diferentes linguagens em seus processos artísticos, produzindo hibridismos com a escultura, vídeo arte, performance, fotografia, literatura e desenho sempre entrelaçados com percepções sonoras.

Seus projetos são articulados em instalações sonoras multicanais, amplificando espacialidades, plasticidades e as sensações desse material invisível. O artista utiliza uma variedade de técnicas e processos na composição de peças sonoras e suportes visuais que os aproxima de conceitos presentes na música eletroacústica e concreta, no ready made, no conceitualismo e na landart. As peças são o resultado de diferentes registros extraídos da paisagem acústica, utilizando microfones de contato, subaquáticos e shotguns. Esses fragmentos são tratados e manipulados através de softwares de áudio e inseridos num diálogo com elementos visuais.

Armani trabalha com imersões aos fantasmas sociais. Pesquisando os filtros e as fronteiras das ações mecânicas ocultadas pelas crenças, pelos sistemas econômicos e culturais de “contensão” da expansão dos anseios do homem. Num confinamento que expõe um estilo de vida de não-conformidade, na qual o artista expõe seu ponto de vista, seus atritos nesse universo de ganancias, de práticas e atitudes que visam a manutenção de uma classe pobre para a sustentação dos confortos e ascensões de uma minoria.

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