Ariane Stolfi

(São Paulo)

Ariane Stolfi é arquiteta, designer, programadora, música e professora, e transa várias linguagens e disciplinas. Doutoranda em Sonologia pelo departamento de Música da Universidade de São Paulo (ECA-USP), sob supervisão de Fernando Iazzetta e Mestre em Arquitetura e Design (FAU-USP), pesquisa interfaces interativas em tecnologias web, atualmente na Universidade Federal do Sul da Bahia. Foi pesquisadora visitante no Centre for Digital Music (Queen Mary University of London) e participou de diversos festivais e eventos como: SHA, Submidialogias, DIS Experimental, ¿Música?, Virada Cultural, Bigorna, Improvise!, Circuito de Improvisação Livre, Amostra Sonora, Áudio Insurgência, Tecnoxamanismo, CMMR, Web Audio Conference, Audio Mostly e NIME.

//

Minha pesquisa de doutorado é em explorar a rede mundial de computadores (world wide web) como suporte para experiências musicais interativas, investigando o uso de tecnologias de web áudio para práticas artísticas que incluem participação da audiência, paisagens sonoras interativas, ambientes para improvisação livre e reaproveitamento criativo de conteúdo sonoro. Nesse contexto eu tenho desenvolvido os projetos Banda Aberta (banda.codigo.xyz) – um sistema de chat que converte letras em sons, para performances participativas – e o Playsound (Playsound.space) – uma plataforma online para produção sonora com a API do Freesound.org, que permite busca, loop e processamento em tempo real de sons diretamente do navegador. Este projeto foi desenvolvido enquanto era pesquisadora visitante no Centre for Digital Music (C4DM) em Londres, colaborando com o projeto Audio Commons (Audiocommons.org). Tenho trabalhado em colaboração com outros artistas desenvolvendo interfaces interativas experimentais como a para a digitalização da revista de poesia concreta Código (codigorevista.org) e para a exposição em homenagem ao cantor Gilberto Gil Gil70 (finetanks.com).

Como música, tenho produzido música eletrônica, compondo canções e tocando como percussionista desde 2005. Também desde 2005, organizo o selo online Finetanks.com/records que reúne gravações de diversos músicos da cena experimental de São Paulo. Atualmente estou envolvida com o grupo de improvisação livre Orquestra Errante, o bloco de carnaval Blókõkê a com a Female Laptop Orchestra. Também toco como performer em diversos grupos e eventos da cena de música experimental paulistana. Tenho trabalhado como professora desde 2006 e agora (em junho de 2018) me mudei para Porto Seguro, Bahia, para trabalhar como professora na Universidade Federal do Sul da Bahia, no novo curso de Som e Imagem em Movimento.

Como artista, eu tento me apropriar das tecnologias para explorar, pensar e propor novos meios de comunicação, baseada princípios como cultura livre, brutalismo digital, antropofagia e inclusão.