Oficina de intervenção imaginária

No passado dia 5 de Junho, fui convidado pelo André Damião para ministrar uma oficina no curso que este lecciona (“Música do século XX e XXI”) na EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo). Neste caso, propôs  a criação de uma intervenção gráfica (figuras ou em texto) para a Estação da Luz (uma estação de metrô e trem de São Paulo). A oficina fui  divida em três partes: 1) arqueologia (20 min); 2) fabrico (30 minutos); 3) apresentação (30 min). A tarefa foi realiza em grupo, sendo que nos dividimos em três grupos de 4. Em arqueologia, vamos ‘escavamos’ a Estação da Luz. Ou seja, cada grupo tento discutir o espaço através das ideias de função; narrativa(s); atmosfera; e paisagem sonora a partir das seguinte descrição:

Função. Qual é a função ou funções oficiais da Estação da Luz? Existem outras possíveis utilizações para este?

Narrativa(s). Historiografia um processo neutro. História oficial da Estação da Luz, mas também outras possíveis história(s). A construção da Estação da Luz (?). A nossa história pessoal.

Atmosfera. É algo que existe em qualquer lugar. Qualquer um de nós já entrou num lugar, e teve uma impressão: baixo astral; o ambiente estava pesado. Presença de pessoas, mas a configuração do espaço também influencia a nossa percepção. Um espaço desperta emoções, afetos, memórias.

Um desses elementos que influencia essa percepção, é a paisagem sonora (a acústica do espaço, os sons que existem nesse lugar – humanos, não humanos).

A intenção da discussão, foi com o intuito de fomentar a criação de uma intervenção gráfica que respondesse/resistisse/revelasse alguns dos elementos discutidos em cima, donde a experiência/imaginário da música/som podem participar neste processo.

Uma instrução que incite uma performance sonora: grito; assobio; palmas; uma interação com um determinado objeto ou elemento físico daquela estação (mas que se relacione com o lugar). Pode apontar para a escuta. Podem remixar textos de outros autore(a)s. Pode ser também uma imagem. Pode ser uma instrução individual ou para um grupo. Pode ser uma sequência.