Fernando Iazzetta

(São Paulo, 1966)

Fernando Iazzetta  é compositor e professor titular na área de Música e Tecnologia do Departamento de Música da USP. É coordenador do NuSom – Núcleo de Pesquisas em Sonologia onde desenvolve atividades que aliam a prática artística e a pesquisa acadêmica. Graduou-se em percussão pelo Instituto de Artes da UNESP e realizou seu doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Tem trabalhado especialmente na produção de performances interativas que envolvem elementos sonoros, visuais e gestuais. Suas composições para diferentes formações instrumentais e meios eletrônicos foram apresentadas em diversos teatros e festivais no Brasil (Festivais Música Nova, Bienais de Música Brasileira Contemporânea, Encontro de Compositores Latino-Americanos, Encontro Internacional de Música Eletroacústica, FILE – Festival Internacional de Arte Eletrônica, Mostra Sesc de Artes, Dança Brasil, Mostra de Artes do Fórum Cultural Mundial, LiveCinema, Emoção Art.ficial, entre outros), e exterior (Festival International de Musiques et Créations Electroacoustiques, Burges; Festival Acousmatique International, Bruxelas; Festival des zeitgenössischen brasilianischen Tanzes, Berlin; Visiones Sonoras, México, entre outros), além de gravadas em CD. Como pesquisador e artista tem explorado formas experimentais de criação artística, a interconexão entre linguagens e a discussão crítica a respeito do papel das tecnologias na arte atual. Foi representante da área de Música no CNPq entre 2011 e 2013 e é coordenador da área de Artes na Fapesp desde 2009. É pesquisador do CNPq e autor dos livros Música: Processo e Dinâmica (AnnaBlume, 1993) e Música e Mediação Tecnológica (Perspectiva, 2009).

 

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Embora eu tenha composto algumas obras instrumentais e eletroacústicas, o que mais me interessa em termos de produção artística são os processos coletivos de criação. A parte mais importante do que eu desenvolvi no campo da música e das artes sonoras não se refere não se refere ao trabalho solitário e individual de composição, mas à interação com outros artistas. Minha primeira experiência significativa neste sentido aconteceu ainda durante a minha graduação, quando tive a oportunidade de participar ativamente de um grupo de câmara formado por percussionistas (o grupo Piap). Depois disso, colaborei com diversos artistas em grupos de improvisação (com Silvio Ferraz, Rogério Costa e Cesar Villavicencio, entre outros); dança (com a coreógrafa Ivani Santana) e música experimental (com Lílian Campesato e vários outros artistas). Além disso, meu trabalho junto à Universidade possibilitou um intenso convívio com alunos que atuavam em diversos campos artísticos. Esses alunos me ensinaram boa parte do que sei sobre arte.