Henrique Iwao

(1983 Belo Botucatu)

Henrique Iwao (Jardim da Silveira) nasceu em Botucatu, ano de 1983. Integra o trio de música contemporânea Infinito Menos, o duo de noise Epilepsia e o grupo de música improvisada e jogos musicais Coletivo D’istante. Álbuns e DVDs lançados incluem, dois de música eletroacústica, Dance Music (Clinical Archives, 2008), em parceria com Mário Del Nunzio, e Música Eletrônica 2004 (Clinical Archives, 2009), em parceria com Del Nunzio e Bernardo Barros; os três trabalhos solos, lançados pela Seminal Records entre 2014 e 2016: O Brasil Não Chega às Oitavas, Éter 2 e Not As Official An Artist As Cildo Meireles + NAOAAACM Redux; Trios & Quartetos (Ibrasotope – Limares/Petrobras, 2012), com o Duo Henrique Iwao-Mário Del Nunzio; Vídeos 2003-2013 (NMELança, 2013), coletânea de meus trabalhos em vídeoarte; Death Raving: Delirando Mortes – Epilepsia Ao Vivo no Plano-B (TOC Label, 2013). Escreveu uma dissertação de mestrado intitulada Colagem Musical na Música Eletrônica Experimental (ECA/USP, 2012). Fez residências em 2014: Manufactuur (De Bijloke Muziekcentrum, Gent) e Em Residência (SESC-Palladium, Belo Horizonte). Em 2003, foi um dos idealizadores dos Encontros Nacionais de Compositores Universitários. De dezembro de 2007 a abril de 2012 foi diretor do núcleo de música experimental e contemporânea Ibrasotope; promoveu as mostras de arte multimídia Conexões Sonoras 1 e 2, além do Festival Ibrasotope de Música Experimental, também com duas edições. Foi curador adjunto da série Música de Invenção: Experimental e Improvisada, do Centro Cultural da UFMG (2013-4). Organiza o mini-festival de noise e performance BHNoise (2013 e 2015). Junto a Matthias Koole, produz e atua no evento de música improvisada e outras artes Q.I.: Quartas de Improviso, já com mais de 60 edições. Trabalhou como trilhista para obras de Luiz Fernando Bongiovanni, Jorge Garcia (Nihil Obstat), grupo Icatupe, Juliana França, Kandyê Medina & Júlia Salaroli (Duas Ilhas), Dalton Sala (A Coleção e o Museu, Pinacoteca Estação) e Alvise Camozzi (Babel, SESC Pinheiros). Intervenções de rua incluem o projeto Microshows, documentado no vídeo Microshows 001-019 (2011-2013), e as séries de bending parades Avenida Paulista Eu Te Amo e Avenida Faria Lima Eu Te Odeio. Realizou a instalação sonora Dentro (Casa Azul, Campinas, 2012). Realizou a exposição de fotos e objeto-escultura Duo #5, Desidratar uma melancia, com Marco Antônio Gonçalves (4y25, 2015). É fundador e membro do selo de música experimental Seminal Records (2014-). Escreve regularmente em seu blogue http://henriqueiwao.seminalrecords.org/ e tem uma coluna de resenhas de álbuns na revista Linda. Atuou como educador em oficinas de sampleamento radical e na escola de arte e tecnologia Oi Kabum! Belo Horizonte (2012-6).

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Trabalho com música experimental, desenvolvendo

(1) Trabalho como improvisador dentro do gênero improvisação livre. Toco objetos do cotidiano, uma tábua amplificada que eu mesmo criei, brinquedos e eletrônica. Tenho grande preocupação na criação de articulações formais diversas e procuro equilibrar arcos gestuais intensos e texturas mais estáticas. Ademais, há muito de humor no modo de tocar.

(2) Trabalho em música eletrônica, realizando (a) música eletroacústica explorando maneiras não usuais de utilização de síntese sonora e (b) colagens musicais, explorando a possibilidade de edição de som intrincada, seja em coleções digitais a partir de objetos sonoros característicos ou muito marcantes na produção de certo artista-provedor-dematerial ou em outras propostas como normalização de trechos silenciosos, empilhamento de várias músicas para resultar em ruídos densos.

(3) Trabalhos diversos específicos, influenciados por algum fator extra-musical ou consideração filosófica: um solo envolvendo panelaço e projeção de jogos de futebol; um álbum de silêncio abordando indiscerníveis e performances quase completamente silenciosas de longa duração; trabalho com amplificação de hums da corrente elétrica e sistemas de luz; gravações de som diversas, em que o som ambiente se aproxima do de ruído branco.

(4) Vontade de abarcar o mundo: colaborando com diversas pessoas para desenvolver trabalhos específicos e variados de fotografia, escultura, video, texto, prosódia musical, performance, instalação multimídia e interpretação de jogos musicais e música aberta/indeterminada.

(5) Ações que visam fortalecer a comunidade estabelecida a partir de afinidades com a música experimental; organização de eventos de música experimental. Curadoria dentro desse âmbito e escrita de artigos sobre o assunto. Também gosto de praticar Contato Improvisação e tomar um bom café.

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henriqueiwao.bandcamp.com