Felipe Vaz

(Rio de Janeiro, 1971)

Felipe Vaz é artista sonoro e pesquisador, vive e trabalha no Rio de Janeiro em Berlim. Sua prática artística começou na música, com a formação em música popular na Unicamp, e vem se deslocando para o âmbito mais amplo da arte sonora há alguns anos. O trabalho que faz pretende expandir a linguagem musical através do estabelecimento de novas relações entre o som, processos e situações temporais e espaciais, sem deixar de lado a carga simbólica existente nos discursos musicais.

Entre 2006 e 2012 coordenou o desenvolvimento do site Overmundo, premiado com o Golden Nica do Prix Ars Electronica na categoria Digital Communities em 2007. Trabalhou ainda como músico nos anos 90, e nos 2000 realizou remixes para pista de dança, sobretudo versões de funk carioca. Durante esse período participoi também, participou com instalações e performances na Verbo (Galeria Vermelho, São Paulo, 2006), Arte e Som (Caixa Cultural, Rio de Janeiro, 2008, curadoria de Marisa Flórido e Luísa Duarte) e Geração Eletrônica (Oi Futuro, Rio de Janeiro, 2005), entre outras.

Em 2013, foi artista residente do L’Estruch de Sabadell e do Experimentem Amb l’Art de Barcelona. Apresentou a performance You Should Be Dancing no ciclo ArtsSònica (Arts Santa Mònica, Barcelona) e participou das coletivas SomSonidoSò, 11 Canciones para Anita e Cueva de Sonidos, e se apresentou na Algorave Barcelona.

Em 2014, completou o Master em Arte Sonora na Universidade de Barcelona. Participou nesta mesma cidade das coletivas Mixtur (Fabra i Coats, Barcelona), Cau d’Orella (Hangar, Barcelona) e Perder el Norte (Cronopios, Barcelona).

Em 2015 participou dos projetos Cemitério do Peixe – Morte e Magia nas Artes Visuais, da Ocupação Arte Sonora (Castelinho do Flamengo, Rio de Janeiro), de uma coletiva no La Maudite (Paris), além de iniciar a itinerância com a Bienal da Caixa de Novos Artistas por sete capitais brasileiras.  Recentemente participou do Festival  foi selecionado para o In-Sonora (Madri) e para do White Noise festival, de música octofônica, na Fonoteca Nacional (Cidade do México).

Em 2008 concluiu o mestrado em Tecnologias e Estéticas da Comunicação pela UFRJ, onde desenvolveu “Elementos da Arte Sonora”, dissertação pioneira sobre o assunto no Brasil.  Em 2014, completou o Master em Arte Sonora na Universidade de Barcelona. Participou nesta mesma cidade das coletivas Mixtur (Fabra i Coats, Barcelona), Cau d’Orella (Hangar, Barcelona) e Perder el Norte (Cronopios, Barcelona). Atualmente participa do Masterstudiengang Sound Studies da UdK/Berlin. é membro do grupo de estudos em arte contemporânea coordenado pelo prof. Charles Watson e de outro grupo conduzido pela profa. Daniela Labra.

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Acredito que para expandir os campos do som e da música, é preciso olhar para os elementos que os cercam e como estes se relacionam, inclusive suas condições de produção e consumo. Depois de muito tempo estudando música — e insatisfeito com suas formas correntes — comecei a testar outros suportes para investigar minhas questões ligadas à música e ao som. Por isso, em meus trabalhos os elementos não-aurais redirecionam a atenção do ouvinte, gerando novas conexões entre os sons, as coisas, o entorno e diferentes conceitos, e possibilitando a criação de novos sentidos.

Na maioria dos casos, o artista explora processos originários das artes visuais ou da música experimental e, empregando múltiplos meios, busca direcionar a atenção aos processos e conceitos subjacentes às produções. Ele não considera o som como apenas mais um meio a ser aproveitado pela arte contemporânea “desmaterializada”, nem tampouco vê outros suportes como meros auxiliares para um discurso musical mais tradicional – em vez disso, procura investigar questões sobre o som e a música em configurações diferentes da situação de escuta mais comum, abraçando a indefinição da fronteira entre a música e as artes plásticas, e mantendo sua pesquisa aberta e sujeita ao risco.

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