Luísa Nóbrega

(São Paulo 1984)

Luísa Nóbrega é artista e seu trabalho se desenrola na zona fronteiriça entre a literatura e as artes visuais. Dedica-se especialmente à performance, à poesia e ao vídeo. Paulistana, Bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo, não tem morada fixa e dividir seu tempo entre residências artísticas e casas de amigos em diferentes partes do Brasil e do mundo. Fez residências em países como México, Guatemala, Islândia, Polônia, Armênia, Ucrânia e Lituânia e participou de exposições como Dias úteis, no Projeto Parede, no Museu de Arte Moderna em São Paulo, Turborealism, breaking ground em Donetsk, Ucrânia, e City as Process, projeto paralelo da Bienal lndustrial Ural em Ekaterinsburg, Rússia. Foi integrante do grupo de música contemporânea menagerie, que integra o projeto Al revés (www.alreves.org), no qual desenvolvia uma pesquisa de improvisação vocal. É poeta e atualmente prepara quero ser meu lobisomem, sua primeira antologia de poemas.

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Explorando possibilidades híbridas entre ação, vídeo, som e texto, seu trabalho busca escutar as vozes dissonantes que emergem das zonas de fricção entre corpo e linguagem, biologia e cultura, voz e identidade. Segue em busca de buracos negros históricos e literários, atos falhos de leitura e escrita e situações de colapso linguístico. Debruçando-se sobre tópicos como os limites da comunicação, o transe religioso e a parapsicologia, tento chegar perto de zonas ambíguas que habitam a periferia da linguagem, que costumam aparecer apenas em siltuações em que a gente geme, grita ou fica sem voz.

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http://www.luisanobrega.com

http://pontogor.bandcamp.com/album/deita-tua-nuca-no-meu-criado-mudo